Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires

A penitenciária Ariosvaldo Campos Pires faz parte de um complexo penitenciário que funciona na Zona Leste de Juiz de Fora, e envolve também a penitenciária José Edson Cavalieri, que abriga o anexo feminino Eliane Betti; o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) e o Hospital de Toxicômanos Padre Wilson Vale da Costa. O horário de atendimento administrativo da penitenciária Ariosvaldo Campos Pires é das 08:00 às 17:00 horas. O órgão responsável pela penitenciária é a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública – SEJUSP.

Como chegar?

O ônibus 435 para bem próximo do local. As paradas de ônibus mais perto do destino estão localizadas na rua do Boto e na rua Diva Garcia.

Quem foi Ariosvaldo Campos Pires?

O nome da penitenciária Ariosvaldo Campos Pires é uma homenagem a um dos maiores advogados criminalistas da história do Brasil. Ariosvaldo nasceu no dia 17 de maio de 1934, em Abaeté, Minas Gerais, e se formou em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1959. Ariosvaldo trabalhou com Direito Penal e ganhou visibilidade em todo Brasil por seu trabalho como advogado criminal. Foi professor titular na Faculdade de Direito da UFMG, da qual também foi diretor. Ocupou cargos importantes, como a presidência da OAB-MG.

O professor Ariosvaldo Campos Pires também integrou comissões para elaboração de leis. No ano de 1999, assumiu a presidência do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e defendeu penas alternativas à prisão. Em entrevista ao Boletim quando tomou posse, afirmou: "É necessário evitar a deterioração do homem que não precisa estar no cárcere para que a defesa social se faça". Ariosvaldo faleceu no dia 12 de novembro de 2003, deixando um grande legado para o Direito Penal em nosso país.

Camisetas Mudam o Mundo

Em 2020, a Chico Rei inaugurou uma célula de produção na Penitenciária masculina Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, em uma continuidade do projeto Camisetas Mudam o Mundo. Através do trabalho, os presos têm a possibilidade de ressocialização, retomada da autoestima e cada três dias trabalhados na penitenciária correspondem a um dia de remição da pena. Além disso, o valor que os presos ganham pelo trabalho é dividido em três percentuais: 25% são destinados à conta pecúlio (uma espécie de conta-poupança judicial acessada quando ganharem a liberdade), 50% são destinados à assistência familiar ou pessoal (diminuindo os impactos causados pela ausência de um provedor da família) e 25% ficam com o Estado. Os presos que têm oportunidade laboral são selecionados pela Comissão Técnica de Classificação da Unidade.

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